A minha definição do dia de hoje? Não sei.
O dia começou lindo, um sol que eu não via a dias. Mas tinha problemas de ontem para resolver hoje.
Meu GPS não está carregando, e entrou água nele. Mas não dá pra parar o role, então o jeito é emprovisar. Dei uma olhada rápida no Google Maps, me despedi de Michael e Madeleine, e pau no gato.
Trafegar pela “main road” é bom e ruim ao mesmo tempo. Lindas paisagens, a bike rola bem, porém os caminhões passando perto me deixam receoso. Mas até agora sem problemas.



Pelo Maps eu deveria percorrer 56km até Russel. Tranquilo, eu pensei.
Faltava pouco para começar escurecer, e surge um pneu furado. Coisa básica de arrumar, se a bike não tivesse uns 20kg na traseira. Estava terminando de colocar a roda, um carro, com uma senhora e um senhor encosta, e pergunta se eu estava bem e se precisava de carona.
Não me canso com a preocupação e gentileza dos neozelandeses.
Voltei a estrada e perto perto de Opua, tinha uma serra para subir. Já tinha rodado 60km e novamente estava exausto.
A serra estava em obras e ao chegar perto de um caminhão que gerenciava o tráfico, uma mulher me avisa que havia uma trilha ao lado do trilho do trem, uns 500m antes, e que a mesma era plana. Quer coisa melhor?
Voltei para pegar a trilha. Em certo ponto o trilho foi desativado e se tornou a trilha. Que lugar lindo, mas tive que passar rapidamente pois estava escurecendo.

Chegando em Opua, já estava noite e dessa vez o farol da bike funcionou. Fui até o Ferry pra Russel, e ao questionar a moça se poderia passar de bike pelo Ferry, ela respondeu: Não!
Me quebrou. Mas era brincadeira, 5 segundos depois, ela viu o quanto fiquei desanimado e falou que era uma brincadeira. E ainda falou que minha cara foi impagável.
Quase morrer do coração me rendeu algumas risadas.
Enfim, cheguei a Russel. E hoje é dia de camping Nutella, com direito a cama e aquecedor.

