Dia 41 – Bluff a Queenstown – Milford Sound

Que dia louco.

Acordei e ainda era de noite, 5 da madrugada. Tinha pela frente 2 horas de estrada até “começar” meu dia.

Fiz tudo oque precisava e parti.

Aqui na ilha sul o dia começa ainda mais tarde, e quase 8h30 o sol deu as caras.

Estava frio, cerca de 2°, e colocar a mão fora do carro pra bater foto não foi fácil. Sabe quando sua avó falava “frio de doer o osso”? Agora sei como é.

Nenhum problema na estrada e cheguei ao ponto de encontro com alguns minutos de sobra, e logo chegou o ônibus.

Destino? Milford Sound. Um dos 15 fiordes da Nova Zelândia.

Sentei em uma das poltronas, e um senhor sentiu ao meu lado.

Um senhor R-E-S-F-R-I-A-D-O. Só falta eu ficar doente.

Pelo caminho o motorista, que também é o guia, ia explicando sobre as árvores e lagos.

Uma parada no Mirror Lake e já tinha uma prévia doque viria.

Seguimos mais algumas horas de viagem, até as montanhas congeladas aparecerem.

Uma breve parada para o pessoal tirar água das canelas, e um informativo da estrada até Milford Sound.

Imagino o quão fria deve ser a água dos rios formados pelo degelo das montanhas.

Ao ver a água descendo pelas montanhas, parecia que a vida estava em câmera lenta. Por conta de estarem quase congelando, a água escorria beeeeem devagar.

É muito bonito o contraste do branco da neve com as montanhas. Até chegar nos trechos com perigo de avalanche.

Placas em todos os lados avisam dos perigos e proíbem a parada.

Em um certo ponto, tem um tunel de 2km,que liga um lado da montanha, até o outro.

É impressionante ver a montanha cavada, não é igual aos túneis que estou acostumado no Brasil.

Depois do túnel percorremos mais algumas horas e chegamos a Milford Sound.

As instruções foram passadas, e fui para o barco.

Começou o passeio, me deixando ainda mais impressionado.

Eu tirei cerca de 150 fotos, em menos de 4 horas.

As montanhas de pedra, com vegetação causam uma estranheza.

Cachoeiras formadas pelo degelo compõe uma sinfonia ao baterem nas águas do mar da Tasmânia.

No passeio é possível avistar golfinhos, leões marinhos e focas. Mas só as focas apareceram hoje.

O clima alem de frio, estava chuvoso. E oque o burro aqui fez?

Ficou na chuva, afim de olhar essas maravilhas. E não me arrependo nem um pouco.

Em uma das cachoeiras, a maior delas, o barco chega bem perto, pra não dizer embaixo.

Recomendo que assistam até o final, e com som ligado.

Nesse ponto eu terminei de enxarcar minha calça, blusa, luvas, tênis e celular. Que posteriormente o ar quente do carro secou.

Após isso abriu um belo sol.

E junto com o sol, um belo arco-íris, pra fechar com chave de ouro.

Voltamos para o ônibus, e curti a viagem de volta molhado, com celulares, carteira e passaporte na mão, já que todos bolsos foram inutilizados.

Acabei pegando no sono, e de repente fui acordado com uma gritaria.

Abri os olhos, o ônibus parado, um monte de neve, e gente gritando.

Avalanche? Foi o que pensei no primeiro momento. Mas eram 3 Keas que estavam no teto do carro parado a nossa frente na entrada do túnel.

Mais um Kea na estrada.

Chegando ao ponto de encontro, peguei o carro e comecei a segunda parte da estrada, sentido Queenstown.

Dirigi por umas 2h e a noite caiu. Confesso que não gosto de dirigir a noite, ainda mais sem óculos (não trouxe pois achei que não ia usar), mas o trecho tinha uma serra muito gostosa de dirigir.

Acabei passando por um carro com pisca alerta ligado. Acho que fui contaminado pelo espírito kiwi.

Fiz a volta e retornei.

Um casal italiano, pararam pra ver o GPS, e a bateria acabou. Tentavam explicar para a assistência da locadora onde estavam, mas não eram compreendidos.

Falei que volaté a cidade anterior, onde havia um posto, e voltaria com. um cabo pra bateria.

Ao chegar no posto, expliquei ao dono, e prontamente ele emprestou um cabo.

Quando eu ia sair, o casal chegou. Ele haviam conseguido ligar o carro.

Tudo certo com todo mundo segui viagem, e no mesmo ponto outro carro com pisca alerta.

Até pensei um pouco, mas voltei novamente. Dessa vez não era nada, estava apenas parados.

De volta a estrada, finalizei meu trajeto até Queenstown agradecido por tudo que vi e vivi hoje.

E pergunto, será que dá pra pular amanhã?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *