Antes tarde do que mais tarde, faltou eu postar sobre o dia de ontem.
Um dia um tanto quanto quanto breve, mas bem legal.
Acordei um pouco mais tarde que o normal, pois o trajeto seria curto se comparado aos outros dias.


Saí de Ward e estava um sol forte que até parecia propício para pegar uma praia.
Até parei em uma para almoçar.



Foi voltar pra estrada e em um piscar de olhos eu estava em Christchurch.
Acho que levei uma hora e meia de uma cidade a outra.
Como tinha tempo decidi ir até o Air Force Museum of New Zealand.
Cheguei lá e fui andando pelo museu, que é gigantesco.

Logo na entrada havia 3 aviões, e uma explicação de como eram feitos os aviões antigamente, utilizando aço, depois madeira, e por último o alumínio.
Interessante que um deles tinha a fuselagem feita de tecido, algo parecido com nosso linho.



Havia uma cabine de um dos aviões, onde era possível entrar.


Tenho certeza que não havia um piloto com a minha altura naquela época.
O museo tem uma parte destinada aos pilotos importantes nas guerras onde a Nova Zelândia tomou parte, artefatos e motores da época.




Havia até um simulador utilizado pelos pilotos, antes de irem para as aeronaves.

Andando pelo museu fui abordado por um senhor, Ickys, que me perguntou se eu queria fazer um tour pelo museu.

Por que não?
Ickys me explicou que o museu é mantido por doações, veteranos da força aérea que ajudam e voluntários.
Fiquei pasmo, por tudo que vi nesse museu, e não ser cobrada entrada. Fora que encorajam o pessoal a tirar fotos e compartilhar.
Ickys me levou a uma parte do museu que eu não teria acesso se não fosse pelo tour.
Diversos motores, de variadas épocas, com especificações e especificações, uma aula e tanto.





Na mesma área havia alguns caças, e o questionei se algum desses modelos ainda estava em operação, e ele disse que a Nova Zelândia não possui aviões ofensivos.


Um modelo cargueiro me lembrou o filme Conair. Quero ver quem lembra.

Havia um outro cargueiro, onde a parte inferior da cabine se abre para que a carga seja colocada.



O cockpit de um Moskito (modelo de avião) que era utilizado para treinar pilotos. Voava o aprendiz é um piloto experiente.



Interessante demais o quão rústico eram os instrumentos, e a quantidade de botões, alavancas, etc.
Este também foi difícil de entrar e sair. Ickis me explicou que havia um limite de altura, pois pessoas altas poderiam ter problemas em uma possível ejeção do assento.
Mais uma parte da aula, e aprendi que numa ejeção o corpo chega a sofrer forças de até 14g, e em muitas vezes o piloto fica inconsciente.
Pra terem uma ideia, nós treinamentos da NASA, os astronautas são expostos a no máximo 4g.
Tinha muitos aviões que acabei não fotografando pois estava prestando atenção nas explicações de Ickys.




Havia um lugar mais afastado onde era a oficina do museu,e havia um hidroavião sendo restaurado. Porém faltava uma peça de sustentação da asa.
Questionei onde eles conseguiam as peças, já que não é algo comum.
Muitos fazendeiros antigos compravam aviões abandonados para utilizar seus motores, partes hidráulicas, etc, e as vezes abandonavam as carcaças.
Quando eles morriam, as famílias não sabiam oque fazer com as peças, e entravam em contato com o museu para doá-las.
Essa foi minha tarde de aprendizado sobre aviação. Demais!
