Mais um da série que só vai ao ar no dia seguinte.
Depois de uma noite bem dormida no ônibus, a la Into The Wild, acordei e parti rumo a Waipoua Forest.

Gostei tanto desse camping, que ficaria mais umas noites se possível.
Mas a viagem deve continuar.
Pedalei rumo ao ferry que faz a travessia para Rawene, e por uns 3 minutos não tive que aguardar mais uma hora pelo próximo.
Travessia feira e bora pedalar, pensar.


Nos últimos dias fiquei mal acostumado a trechos mais planos, e hoje fui premiado com uma rota pelas montanhas.
Pedalar pelas montanhas cansa mais, e é um pouco mais frio que o normal.
Nessas horas o sol ajuda.


Pedalei alguns quilômetros até encontrar o mar novamente. E com ele uma chuva de dois minutos.



Suficiente para me ensopar pelo resto do dia.
Para chegar ao camping que fica dentro da floresta, precisei subir/sofrer 3 km até o topo da montanha.
Pelo caminho estava a Tane Mahuta, Deus da Floresta.
A árvore Kauri mais larga da NZ, com 13.77 metros de comprimento do tronco e 17.68 metros de altura do tronco e 51 metros de altura total.
Ler não é tão impressionante. Até você ver.



Levei cerca de 1h para subir a montanha e 15 min para descer e chegar ao camping.
Mais uma vez, me impressiono com a confiança do povo.
Cheguei no camping, coloquei meus dados em um envelope e o valor da diária, e depositei em uma urna.
Não tem ninguém conferindo, nem nada.
Cada dia um novo tapa na cara do brasileiro da bicicleta.
