O dia de hoje começa bom e termina…
Ontem só tinha eu no camping, e o zelador disse que eu poderia ficar em um dos quartos, sem pagar a mais, pois a noite seria fria.
E assim dormi tranquilo enquanto chovia a noite toda na floresta.

Pela manhã o sol saiu, e prometia me acompanhar nas montanhas até Dargaville.

Bora pra estrada e de cara uma subida de 40 min pra aquecer.
Já até criei uma regra mental, não ficar feliz com descidas. Sempre terá uma subida no final. Essa regra não acompanhou o dia de hoje.


Algum tempo de pedal, tranquilo, carretas carregadas passando do meu lado, e cheguei ao camping.
No planejamento da viagem tinha visto este camping, e queria conhecê-lo.
Kumara Box.
Logo que cheguei, May (not April, not June, assim ela se apresentou), veio me atender na porta de sua casa.
Perguntei se havia lugar para barracas, e ela perguntou se antes eu queria beber uma água, chá ou chocolate quente.
Fiquei sem reação e pedi apenas um copo d’água, enquanto isso May me mostrava a cozinha e sala de estar do camping.

Após as explicações, May me pergunta se eu gostaria de ficar em um dos quartos da casa ao invés da barraca, assim ficaria mais tranquilo e quente.
Me mostrou um quarto, banheiro e disse que poderia entrar a hora que quisesse, pois eles dormiriam cedo.
Perguntei quanto eu deveria pagar, e ela disse que não precisava.
Quando eu insisti em pagar, ela cobrou 10. Acho que foi pra eu ficar quieto.
Olha, eu já não sei mais oque dizer.
Na verdade, quem tinha mais a me dizer era May. Que me chamou para mostrar o museu de Kumara Box.
Eles tem artigos que 4 gerações da família guardam. Presentes que pessoas do mundo todo mandam pra eles.
Fiquei algum tempo vendo os artigos enquanto May me explicava cada um.
Pra finalizar o dia de hoje, vou deixar algumas fotos e legendas.


Sala de estar da Kumara Box.

Escultura de uns 40cm feita em Jade.

Gaivota empalhada, com quase 1m de envergadura.

Esqueleto de foca leopardo, de quase 3m.

Dentes de baleia.

Um kiwi empalhado.

Casca de árvore que se tornou cristal.


Um fóssil de 20 mil anos.
E, para explicar, kumara é nossa batata doce.

