Dia 17 e 18 – Dome Valley a Auckland a Ramarama

A chegada e saída de Auckland, para quem pedala, podem ser um desafio.

Bom ou ruim? Depende.

Ontem saí de Dome Valley soltando fumaça pela boca.

Esse é meu indicador de que está frio. E que vou passar um pouco de frio.

Por estar perto de Auckland, o tráfego se tornou mais intenso, e em alguns trechos sem acostamento tive que manter a cautela.

Algumas horas pedaladas e cheguei ao ponto onde não poderia prosseguir pela estrada principal, e deveria ir pela costa até Auckland.

Ver belíssimas praias e conhecer algumas cidades que me deixaram com vontade de me tornar morador, foi ótimo.

Alguns trechos de serra tornaram o trecho mais cansativo, sem tirar seu brilho.

Chegando a Auckland meu GPS aprontou mais uma.

Me mandou para a ponte que liga Auckland a estrada.

Rá. Bike não pode trafegar na ponte.

Saquei o celular e vi que tinha o ferry perto de onde estava, e fui até lá.

Rá. O ferry já tinha fechado e só voltaria no outro dia.

Fiquei sem saber oque fazer. Única forma seria dar a volta pela outra entrada, resultando em mais uns 40km.

Sem chance.

Alguns dias atrás estava conversando com o Luiz, de um grupo do Facebook, sobre o transporte de bike pra cá.

Como ele mora em Auckland, na hora lembrei e mandei uma mensagem, pra ver qual solução eu poderia usar.

Ele estava saindo pra dar uma volta de bike, voltou, pegou seu carro, e foi me buscar do outro lado da ponte.

Lembra aqueles tapas que essa viagem vinha me dando?

Levei mais um.

Luiz, que é de Jundiaí, deu carona até minha hospedagem, e convidou para jantar com ele e sua esposa, Imer, em sua casa.

Batemos papo a noite toda, com cerveja neozolandesa e pizza feita por ele.

Mais uma vez, só tenho a agradecer pelas pessoas que conheço na viagem.

Todas tem seu nome nessa aventura.

Depois de algumas horas batendo papo, voltei descansar, pois hoje teria mais.

Auckland tem um clima bem peculiar, e pela manhã estava bastante frio.

Como eu precisava ir ao mercado, acabei saindo mais tarde que o normal pro pedal, e não passei tanto frio quanto o dia anterior.

A saída de Auckland também se tornou um desafio.

Eu não poderia utilizar a estrada principal, então tive que ir pelos bairros até as estradas secundárias, somando com meu atraso, meu trecho de hoje precisou ser encurtado.

Não tive surpresas como a ponte, nem belas paisagens, mas pude conhecer varios bairros e suas peculiaridades.

Encerro por hoje com grande expectativa pelos próximos dias…

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