Vou voltar um dia atrás, em Ramarama. Acordei cedo como sempre, e demorei a sair, como sempre. A rotina de empacotar as coisas, guardar barraca, colocar na bike leva umas 2h.

Pelo mapa vi que teria algumas subidas, mas a maioria do trecho seria plano.
Tudo pronto, saí com destino a Miranda, onde camping teria um algo a mais.
Dia a dia de pedal, até encontrar a primeira subida. Não foi a mais longa, mas com certeza a mais ingrime. Tive que descer e empurrar a bike.
Passado o sufoco, começaram as planícies. E a chuva. E o vento.
Trechos planos que consigo chegar a 20km/h, foram percorridos a 10km/h. Haja coração, e perna.
Trajeto sem surpresas. Eis que chego no camping.
O camping tinha piscina aquecida. Mais precisamente a 38°, como me disse a recepcionista.
Fui obrigado a ficar algumas horas cozinhando na piscina.
Durante a noite troquei o primeiro raio quebrado da bike, e fiz um check-up geral. Tudo ok.
Enquanto fazia a manutenção, minha vizinha de camping, Heather saía com sua filha e parou pra conversar.
Perguntou pra onde eu ia, e após minha resposta, disse que o lugar é show, que eu iria curtir. Aguardem…
Manutenção feita, e chegou a hora da janta.
Jantar em camping é meio torturante.
Como preciso levar as coisas na bike, não posso carregar muita coisa, e nem coisas de “geladeira”, acabo passando certas vontades.
Vejo o pessoal fazendo lasanha, carne na panela, frango assado… dá água na boca. Mas não posso reclamar, fome eu não passo.

Janta feita, bike arrumada, hora de dormir.

Hoje pela manhã, matei a saudades da minha mãe.
Alguns poucos minutos conversando com vídeo já foram suficientes pra fazer meus olhos suarem. Todos os dias pela manhã são um pouco difíceis quanto a suadades.
Cara inchada, roupa de bike e hora do pedal.

O trajeto de hoje deveria ser parecido com o de ontem.
Se não fossem os ventos ainda piores.
Logo que saí começou a pintar um chuvisco, mas nada grave, até pensei que não teria problemas com chuva.
Uma hora depois, vi que estava errado. Uma chuva de fazer doer os braços me deixou em sopa.
As luvas e sapatilhas molhadas são quase que uma tortura. As mãos gelam, que chega a formigar os dedos.
Passada a chuva, o sol chegou e os ventos se intensificaram.
Era difícil me manter na estrada, minha velocidade estava ainda mais baixa que no dia anterior, cerca de 8 km/h.
Tirar as fotos seguintes, foi um exercício de força.




Lutei mais algumas horas contra o vento até chegar em Te Puru.



Quem me conhece vai rir da minha janta de hoje.

E finalizo o dia de hoje com um pouco de chuva no teto da barraca.

