Escrevo atrasado, pois estive curtindo a praia.
Ontem após uma noite de chuva, parecia que o tempo tinha limpado.
Foi colocar o pé fora da barraca e começou a chuva de novo. Passados cinco minutos acabou.

Café da manhã, bom dia pra família, e comecei a empacotar as coisas. E chuva de novo.
Esperei oque precisava e a hora que fui sair, o carrinho de manutenção do camping quebrou na minha frente.
Bora ajudar os velhinhos a empurrar. Tarefa do dia feita, bora pedalar.
Sem chuva, sem vento, que dia!
Segui rumo a Coromandel Forest com uma das regras que tenho na cabeça, floresta = frio.


Já tinha visto que teria um trecho de subida, coisa de 400m. Seria lindo, se não fosse o peso extra na bike.
Segui tranquilo até comecar a subir, o asfalto acabou no exato momento que começou a subida. R assim percorri os 5km de subida, no cascalho.
Enquanto subia, o tempo estava nublado, mas não frio. Cheguei a pedalar só de camiseta, sem a corta vento.
No momento que atingi o topo, saiu um sol forte que eu não via há dias.

Lembra quando falei que floresta é igual frio? Dito e feito.
Comecei a descer, e um vento gelado veio. A mão chegou a adormecer. Parei para colocar a corta vento e capa de chuva, mesmo sem chuva.
Enquanto a subida era de 5km, a descida foi 10km. Melhor assim.
Sai da floresta, e só trechos planos.
Vi algumas nuvens atrás de mim, e tentei pedalar o mais rápido que podia.
Nenhum médico recomendou eu tomar chuva 4x na semana.
Faltava 3km, ou 15min pra chegar no camping, e ela me alcançou. Aquela coisa de 2 minutos que lava todas as mochilas, bike e eu.
“A chuva não adentra a sua sala se as cores estiverem dentro de você”.
Dessa forma sigo minha aventura, com chuva ou frio, mas sem perder o brilho.




