Dia 26 – Mount Maunganui a Pyes Pa

Vou começar pela hora de dormir de ontem.

Depois da pizza, e cervejas, fiquei um pouco “cansado” e deixei para planejar o dia de hoje quando acordasse.

Dormi lindamente, e só ouvi a chuva e vento algumas vezes.

Acordei e não chovia mais, somente vento. Muito vento.

Tomando o café decidi que não iria para Maketu, e sim Rotorua.

Arrumei minhas coisas enquanto a chuva tinha parado, e fui fazer o check-out.

A recepcionista perguntou se eu não queria ficar mais um dia, pois o dia não estava bom pra pedalar, e que teriam rajadas de vento de até 100km/h.

Chuva e vento já são rotinas, e assim parti sob chuva.

Pedalei por 2 horas embaixo de chuva pesada, até desconfiar da rota do meu GPS que indicava mais 5 horas de pedal.

Realmente, ele escolheu a pior rota. Perdi uns 40 minutos pra voltar até a rota certa.

Voltei a rota correta, e ainda faltavam 3 horas até Rotorua.

O vento ficou mais intenso, aliado com a falta das marchas intermediárias, fez meu ritmo de pedal cair drasticamente.

Quando terminava uma subida, vi um carro parado acenando com a mão, e diminui minha velocidade. Achei que ele quisesse entrar na estrada.

A mão continuou acenando, até eu chegar a janela do motorista.

Um casal, Tony e Brigid, me alertando que eu não estava muito visível na estrada, e eles ficaram preocupados comigo.

Pra explicar, eles haviam passado por mim, chegaram em sua casa, e preocupados saíram para me procurar.

Após explicarem sua preocupação, me falaram para ficar na casa deles essa noite, e que eu continuasse amanhã meu trajeto.

Eu ri. Ri pois não podia acreditar, e mais, não podia negar o convite.

Voltei com eles até a casa, onde me mostraram um quarto onde eu poderia passar a noite, o banheiro para tomar um banho quente, e perguntaram se eu queria um café ou chá para me aquecer.

O banho quente falou mais alto.

De banho tomado fui até a cozinha falar com eles, onde minutos depois descobri que era o almoço, e que eu estava convidado a comer com eles.

Comi a refeição preparada pela Brigid, e fui com Tony até os fundos da casa pegar alguns legumes e frutas.

Eles são vegetarianos, e cultivam suas coisas na casa.

Depois de Tony me mostrar as plantações e árvores de frutas, vim pro quarto descansar um pouco.

Tempos depois Tony bateu a porta e me convidou para tomar um vinho ou uma cerveja com eles.

Eu já estava me sentindo parte da família.

Ficamos batendo papo, enquanto Brigid preparava a janta, até que a energia acabou e foi minha vez de salvá-los com meu fogareiro.

Com meu inglês “Joel Santana” bati papo por horas. Falamos sobre o Brasil, e as diferenças para a Nova Zelândia, família, e como a vida é boa.

Antes de eu vir pro quarto me perguntaram se vou passar aqui quando voltar para Auckland, e providenciaram um colete refletivo para que eu pedale em segurança.

E avisaram que só partirei após tomar café da manhã com eles.

Nessas horas eu fico sem palavras para agradecer essas pessoas, e tudo que vem me acontecendo de bom.

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