E a noite de ontem? Mais uma boa lembrança pra guardar na memória.
Agradeço por essas pessoas me colocarem em suas vidas. Faz valer a pena cada dia dessa aventura que estou vivendo.
Hoje acordei mais cedo que o normal, para tomar o café da manhã que Tony preparou.
Normalmente como apenas uma ou duas bananas e uma maçã antes de pedalar. Hoje o café foi reforçado. Há se pudesse ter todos os dias.
Enquanto tomava café, vi o nascer do sol nas montanhas. Agora escrevendo lembrei do nascer em Matauri Bay…


De café tomado, me despedi do Tony que saía para jogar golfe, e fui empacotar minhas coisas.
O dia não tinha previsão de chuva, e o sol tinha dado as caras, imagina como eu tava feliz.
Coloquei as coisas na bike, me despedi da Brigid, agradeci pela noite anterior, e parti pedal.
O trajeto de hoje teve umas duas subidas que me fizeram suar a camisa.
Um deles era um pequeno trecho de serra, sem acostamento.
Duranteo restante do trajeto não tive surpresas, até uma descida…
Olhei no retrovisor, ninguém atrás, e embalei na descida. Era um trecho sem acostamento, e ao final da descida havia uma ponte de apenas uma faixa (as estradas aqui são todas de mão dupla).
No meio da descida olhei no retrovisor, vi um farol crescendo, e decidi olhar pra trás.
Bino, é uma cilada. Vinha uma carreta descendo atrás de mim.
E aí, o que fazer? Uma bike com uns 120kg não para tão facilmente, muito menos anda mais que uma carreta.
Não tive dúvida, primeiro espaço que encontrei ao lado da estrada eu fui, e acenei com a mão para a carreta passar.
Ufa. O motorista ao passar ainda me agradeceu.
Tento não atrapalhar os carros, afim de evitar acidentes ou qualquer tipo de problema.
Diversos carros já passaram por mim, acenando com a mão, buzinando como forma de incentivo, até um carro numa subida emparelhou comigo e o motorista disse “vamo, vamo, mas ué falta pouco”.
Isso me dá um gás, uma satisfação.


Pouco antes de chegar em Rotorua tive aquele encontro diário com a chuva. Só pra ganhar molhar a sapatilha e luvas de novo.
Ah, a sapatilha demora uns 3 dias de pedal pra secar, e a luvas umas 4 horas de pedal. Pedal sem chuva.
Mas a chuva nos trás algumas surpresas.

Assim cheguei em Rotorua, ajeitei as minhas coisas e fui conferir as águas borbulhantes.



Confesso que é estranho andar pela cidade e ver fumaça saindo do chão, de paredes, dos parques.

De longe vi uma igreja que tem chamou atenção, e fui conferir.






Depois fui andar pelos parques e quem eu encontrei?
Chuva. E ela trouxe junto uma coisa que nunca tinha visto, um duplo arco iris.



Me despeço de hoje e de toda essa água que me acompanhou nos últimos dias.


